Primavera
O mês de agosto terminou com os índices pluviométricos bem abaixo do esperado.
Como consequência, o final do mês apresentou vários dias com umidade abaixo de 20%, o que ocasionou a suspensão da queima da cana. Nos últimos dias do mês todos os produtores do estado tiveram suas autorizações suspensas. Foi um fato inédito desde a nova regulamentação da queima pelo Governo do Estado de São Paulo.
Já no dia primeiro de setembro, com a volta da umidade a queima da cana foi permitida.
É uma situação nova que passa a ser vivida tanto pelos produtores de cana quanto pelos trabalhadores do corte, pois dificilmente se atingia esses níveis no estado como um todo. O que vinha ocorrendo é a suspensão de uma ou outra região.
Para quem não tem a mecanização do corte o impacto foi maior, haja vista que o corte manual fica prejudicado e de baixa produtividade quando não queimada.
Mas não existe alternativa a não ser conviver com o problema enquanto não ocorrer a mecanização total da colheita, o que deve ocorrer a partir de 2014, quando fica proibida a queima em todo o estado nas áreas mecanizáveis.
Diversas ações estão sendo tomadas para a reciclagem dos trabalhadores do corte que perderem seu emprego.
Para cada perfil de trabalhador haverá uma nova oportunidade, desde que haja interesse por parte dele. Os que tiverem melhor conhecimento e estudo poderão passar a ser operadores das colhedoras.
Mas se de um lado setembro promete dias secos e quentes, por outro no dia 21 tem início a primavera ou o mês das flores.
Os ipês amarelos, roxos e brancos já estão com suas flores, enfeitando sobremaneira o ambiente, tentando esconder um pouco os inconvenientes da poeira que parece não ter fim.
Neste mês, em que se inicia a primavera, vale a pena uma reflexão de quão importante é a manutenção e ampliação das árvores, tanto no campo quanto na cidade.
Cerca de 60 mil árvores já foram plantadas pela usina em áreas de preservação e recuperação ambiental. Apesar disso tem muito a fazer ainda.
Na cidade de Bariri existem poucas árvores, principalmente nas ruas centrais.
Não seria o caso de também se iniciar uma campanha de plantio de árvores? Com certeza abrandaria um pouco o calor causado pelo asfalto.
Fonte José Roberto Dalla Coletta postado em 03/09/2010